Padronizando sua gestão de ativos com a ISO 19770

Padronizando sua gestão de ativos com a ISO 19770

Sistema internacional orienta práticas de ITAM nas empresas

Normas e padrões técnicos tornam muito mais simples a tarefa de incorporar novos processos à cultura da sua empresa. Quando se trata de IT Asset Management (ITAM), ou gestão de ativos de TI, um dos principais regulamentos a serem estudados é a ISO 19770.

Com o passar dos anos, o departamento de TI acabou assumindo a responsabilidade de inventariar o patrimônio tecnológico. Isso vem acontecendo no mundo inteiro, conforme os parques de máquinas crescem e se complexificam dentro das organizações.

Assim, evidencia-se a importância de buscar sistemas internacionais que normatizem a prática.

Continue lendo para entender de que maneira a ISO 19770 pode beneficiar o trabalho de gestores, analistas de infraestrutura, coordenadores de suporte técnico e outros profissionais da área.

Qual é o objetivo da ISO 19770

Uma estratégia de ITAM madura demanda processos robustos que a fundamentem. A ISO 19770 oferece, justamente, essa linha de base para que a gestão de recursos de TI seja implementada como um diferencial competitivo nas empresas.

Ela pode ser replicada em organizações de qualquer tipo ou tamanho, adaptando-se a diferentes ambientes computacionais.

Seu objetivo é contribuir para a redução de custos e riscos associados à infraestrutura tecnológica. Multas por falta de compliance, interrupção de serviços e aquisição de equipamentos redundantes são alguns problemas evitados com a aplicação do regulamento.

Para tanto, a ISO 19770 é composta por um conjunto de normas que determinam ações integradas: frameworks para governança corporativa, identificação para softwares licenciados, terminologias comuns, etc.

Como funciona a ISO 19770

Após passar por algumas atualizações, a ISO 19770 deixou de se restringir apenas aos aspectos de Software Asset Management (SAM). O padrão internacional, atualmente, engloba todas as variedades de ativos de TI.

A seguir, veremos com essa família de normas se organiza e quais parâmetros estabelece.

Parte 1: Processos de ITAM

Primeiramente, encontramos uma série de requisitos para planejamento, implementação, manutenção e melhoria constante de ITAM.

Essa documentação permite que as empresas comprovem um processo eficiente para gestão de ativos, de forma a atender aos requisitos da governança corporativa.

É aqui que você encontrará a orientação necessária para construir sua dinâmica interna. São descritas as boas-práticas para a rotina da equipe de TI, bem como a concepção dos ativos tangíveis e intangíveis que podem ser gerenciados a partir da norma.

Parte 2: Tags para identificação de software

A segunda parte da norma estabelece um padrão de dados para a identificação de produtos licenciáveis. São tags contendo informações como nome, edição e versão do software.

Consequentemente, facilita-se a descoberta do software no ambiente.

Inúmeros fabricantes e fornecedores têm adicionado tags nos próprios sistemas, no intuito de otimizar o gerenciamento de licenças e aumentar o índice de compliance nas empresas.

Parte 3: Detalhamento dos direitos de software

Da mesma forma, a terceira parte da ISO 19770 demonstra como esquematizar informações relativas aos direitos de licenciamento de software.

Limitações de uso, métricas, entre outros detalhes contratuais devem contar com uma estruturação padronizada.

Essa etapa auxilia as empresas na identificação de sub-licenciamento ou aquisição de licenças excessivas. Portanto, é fundamental para a otimização de custos e regularização do parque de máquinas.

Parte 4: Mensurando a utilização dos recursos

Na quarta parte do conjunto de normas, são estabelecidas estruturas para mensurar a utilização dos recursos de TI. Ou seja, esse item favorece o rastreamento de dados importantes para a avaliação quantitativa do consumo dos ativos.

Tais informações permitem que os gestores façam análises preditivas a respeito do parque de máquinas, identificando situações potencialmente inseguras ou improdutivas.

Associada aos três passos anteriores, a quarta norma é capaz de automatizar parte dos processos de ITAM.

Parte 5: Visão geral e vocabulário

Por fim, a última parte da ISO 19770 apresenta um panorama sobre os assuntos abordados na família de normas.

Além disso, introduz princípios de SAM e ITAM. Ainda relaciona termos e definições empregados ao longo dos documentos.

Por que implementar a ISO 19770

Após os tópicos listados acima, os benefícios de adquirir a ISO 19770 devem ter ficado mais claros para você. Vale a pena reforçar, entretanto, por que a implementação de um programa padronizado de ITAM é recomendável.

  • Reforça a governança de TI: À medida em que a prática se consolida e normatiza na empresa, os requisitos de governança passam a ser formalizados e atendidos. Como resultado, evidencia-se o valor gerado entre a infraestrutura de TI e seus stakeholders.
  • Oferece credibilidade ao processo: Aderindo ao gerenciamento padronizado de ativos, a empresa é globalmente reconhecida pela qualidade de suas ações. Mostra-se capaz de operar competitivamente devido ao nível de maturidade dos processos.
  • Insere a prática na cultura da organização: Alinhar as iniciativas do setor de TI ao propósito do negócio é o segredo para uma gestão bem-sucedida. Nesse sentido, a padronização de técnicas e linguagem ajuda a disseminar processos e a conscientizar pessoas acerca da sua relevância.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*